18 de jul de 2008

Aquilo que fazemos para nos tornarmos quem realmente somos...

Vivemos a todos os instantes momentos de escolha. Momentos os quais às vezes refletimos para realizarmos a melhor escolha, ou simplesmente não ligamos muito e escolhemos o mais fácil (a tão famosa "lei do mínimo esforço"). Neste dinamismo global em que vivemos, muito do que poderiamos analisar com mais frieza é feito de "bate-pronto" e muitas vezes a vida passa pelos nossos olhos e nem sequer percebemos.

Infelizmente as coisas são assim. E não estou reclamando. É a forma que nos adaptamos a viver, caso contrário não iriamos conseguir progredir. Mas já pararam para pensar o quanto todas as nossas escolhas passadas influenciaram no que somos hoje?

Sofrer faz parte da vida, exatamente porque é um grande aprendizado. Não quero chamar atenção a este tamanho clichê, mas quero enfatizar que isto realmente é válido. Cada um de nós sabe exatamente a dor que já sentiu em algum momento da vida, ou saberá o que é dor quando sentí-la. Muitas vezes nos apaixonamos perdidamente e achamos que aquela pessoa É a pessoa certa, o amor eterno. Tropeçamos, caímos, sofremos. Demora, mas um dia percebemos o quanto o amor pode cegar e aprendemos a não ser tão desta maneira da próxima vez que um amor bater a nossa porta.

Muitas vezes cometemos erros com nossos semelhantes, dos quais em um primeiro momento não percebemos. Muitas vezes, pela felicidade própria, sacrificamos a dos outros sem querer. Mas o mais importante é que um dia a ficha cai e percebemos o quanto erramos. Ou muitas vezes o quanto acertamos!

Percebem como existe uma forte contradição? Ser feliz ou fazer alguém feliz? Correr atrás de algum bem maior ou desistir pelo bem de outrém?

Como diria Shakespeare, muitas vezes desistimos da felicidade pelo simples medo de tentar. E tantas vezes que falamos mais do que fazemos. E tantas vezes que fazemos muito e pensamos pouco.

O passado. O presente. O futuro. E agora?

O agora é nunca, e como tal, viva.


(Dedico este post a uma pessoa que amo do fundo do coração e que faz tanta falta. Irmão Querido, espero que jamais se esqueça do teu abrigo e de quem o habita. Esperamos e torcemos por ti. E saiba que aqui há sempre o seu lugar, mesmo sendo do jeito que é. Mas tem saúde, e é isso que importa! Forte abraço!)

4 de jul de 2008

O Dia Em Que Deixamos de Viver...

Três de Julho de Dois Mil e Oito. Já não tenho forças pra muita coisa. Tento abrir portas, puxar gavetas. Nada. Minhas energias estão indo embora. Tenho raiva. Debruço no meu canto, deito em minha cama a espera de uma única esperança. Inquieto, folheio uma revista sem um pingo de atenção ao que leio. Novamente volto a minha posição original. Cruzo os dedos, faço uma oração. Nada. Raios! Será que fiz algo de errado? Volto a ter esperanças. Penso ter seguido um caminho incorreto, talvez uma informação mal colocada. Refaço todos os meus passos, até mesmo do início. Agora vai? Não, não vai. Droga, acho que vou dormir. Ou melhor, vou ver tv. Impossível. A agonia já tomou conta de mim. Que angústia! Depressivo, o sol da manhã havia sido substituído por nuvens escuras. Está frio. No rádio só toca Brian Adams, Aerosmith, White Snake... A garganta arranha pedindo uma gota de álcool para acompanhar o momento. Quero estar só, não quero falar com ninguém. Quem sabe se eu deitar uns instantes minhas forças voltam.


5 minutos? Nada.


10 minutos? Nada.


5 horas? Nada ainda.


Será o fim? Ontem mesmo eu já dava sinais de que não iria suportar, sabia que algo estava errado. Mas hoje, o dia inteiro... Não, já é demais. Talvez um telefonema! Sim, é isso!


Alô? Como? Já sou o relator de problemas n° 5 milhões, novecentos e cinco mil e um? Não é possível. O problema que era só meu agora é de todos. Como? Não... Mas é que... Hum, está certo! Tudo bem, obrigado.


Tomo um banho para relaxar. Agora acredito que tive sorte, esse banho certamente vai me ajudar. E então? Nada.


Afinal, quanto ainda poderei aguardar?


Afinal, há vida durante uma falha no sistema de um grande provedor de internet?


Quem aí morreu nesse dia?